dois pavilhões à beira da ria, e o peixe acabou de chegar
Vai cedo. O mercado abre às sete, e antes das nove já se passou o melhor do dia: o peixe do dia chegou, as bancas estão cheias, os clientes do bairro andam por ali com sacos pesados. A partir das onze a coisa começa a desmobilizar, e ao sábado, que fecha às 13h30, a melhor janela é mesmo de manhã cedo.
O conjunto são dois pavilhões gémeos em tijolo, à beira da Avenida 5 de Outubro, virados para a ria Formosa. Um é o pavilhão do peixe e marisco; o outro é o de frutas, legumes e carnes. As torres no topo de cada edifício dão a silhueta característica de Olhão, com o desenho oriental que aparece nos postais da cidade. Olha para cima quando entras.
A banca do peixe é o motivo principal para vir. Olhão tem porto pesqueiro activo, o que significa que o peixe e o marisco aqui não vêm do entreposto de Lisboa: vêm dos barcos atracados a 200 metros. Atum, sardinha, polvo, ameijoa, lingueirão, percebes. Se vens só para ver, vê. Se vens para comprar, leva mala térmica porque ao meio da manhã o sol já bate forte.
Ao sábado, a coisa muda de escala. Para além dos dois pavilhões, monta-se uma feira ao ar livre à volta do mercado, com produtores da serra a trazer queijos, mel, enchidos, hortícolas. É outro programa, paralelo, mais lento, com gente que vem só uma vez por semana. Vale a pena cruzar os dois.
a cena toda
- dois pavilhões gémeos em tijolo, com as torres que dão postal à cidade
- peixe descarregado a 200 metros, no porto da ria Formosa
- abertura às 7h, melhor janela antes das 9h, sobretudo no verão
- a feira de sábado traz produtores da serra que de outro modo não chegam a Olhão



