a outra capela dos ossos de faro fica aqui
À frente, uma torre medieval com pórtico em arco ogival e o que sobrou da igreja primitiva. As obras começaram em 1251, dois anos depois da reconquista. Em 1596, as tropas inglesas de Robert Devereux saquearam e incendiaram a igreja. Em 1722 e 1755, dois terramotos fizeram o resto. O que vês hoje é o que foi sendo reconstruído entre meio.
A Sé passou a sede episcopal do Algarve em 1577, quando a Diocese foi transferida de Silves para Faro. Por dentro são três naves separadas por colunas dóricas, com capela-mor e capelas laterais reconstruídas em fases sucessivas. Só as capelas dos braços do transepto se mantiveram góticas.
O órgão grande domina a nave: foi construído entre 1715 e 1716 por Johann Heinrich Hulenkampf, organeiro alemão da escola de Arp Schnitger radicado em Portugal, e pintado em chinoiserie em 1751 por Francisco Correia da Silva, artista de Tavira. As pinturas vermelhas e douradas com motivos chineses fazem-no inconfundível.
A capela dos ossos da Sé é a mais pequena, e a maior parte das pessoas confunde-a com a outra do Carmo. Esta usa restos do antigo cemitério catedralício e está hoje reduzida a pouco mais de uma parede. Sobe à torre sineira antes de saíres. A vista cobre a cidade velha, e a Ria Formosa estende-se para sul.
o que encontras cá dentro
- a torre medieval do século XIII com pórtico em arco ogival, sobrevivente da igreja primitiva
- três naves separadas por colunas dóricas, com capela-mor e capelas laterais reconstruídas após 1596
- o órgão grande de 1715-16, com pinturas em chinoiserie de 1751
- as capelas góticas dos braços do transepto, as únicas que sobreviveram aos terramotos
- a capela dos ossos do antigo cemitério catedralício, distinta da do Carmo
- a subida à torre sineira, com vista sobre a cidade velha e a Ria Formosa



