dois mil anos dentro de um convento
Num claustro do século XVI, entre colunas de calcário e azulejos que ninguém restaurou demais, está parte da memória arqueológica do Algarve. O edifício foi convento antes de ser museu, e essa camada anterior ainda se sente: a proporção dos espaços, a luz que entra de lado, a pedra que não foi substituída.
O Museu Municipal de Faro nasceu em 1894, o segundo a abrir no Algarve, com o nome comprido de Museu Archeológico e Lapidar Infante D. Henrique. O que sobreviveu desde então é considerável: mosaicos romanos, peças de Milreu, esculturas lapidares, pintura portuguesa dos séculos XIX e XX. Não é uma colecção genérica de "achados do sul". Tem peso local, ligado ao território específico da cidade e da ria que a rodeia.
O piso térreo tem acessibilidade para mobilidade condicionada e o museu disponibiliza legendas em braille, o que o distingue da maioria dos espaços equivalentes na região. Fotografar é permitido, excepto com flash nas salas de pintura.
Faro tem duas camadas que raramente se tocam: a cidade que os voos de baixo custo atravessam sem parar, e a cidade que ficou depois dos romanos, dos árabes e do terramoto de 1755. Este museu é uma das poucas entradas para essa segunda camada.
o que vais encontrar
- claustro renascentista do antigo convento de Nossa Senhora da Assunção
- mosaicos romanos e espólio de Milreu, a villa romana a poucos quilómetros
- colecção de pintura portuguesa do século XIX com nomes ligados ao Algarve
- legendas em braille e plantas para invisuais, disponíveis na recepção
- piso superior sem acesso para mobilidade condicionada



