Sé Catedral de Silves
Portuguese_eyes CC BY-SA 2.0 · flickr.com
Sé Catedral de Silves
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Sé Catedral de Silves

isto foi mesquita antes de ser sé

Entra e a primeira coisa que vês é a cor. O arenito vermelho de Silves é o material inteiro do edifício, em cada bloco da fachada, em cada arco. Não é decoração: é a pedra desta terra.

Antes de ser Sé, isto era a mesquita da cidade. Em 1242, quando D. Paio Peres Correia toma Silves para os cristãos, o edifício muda de função. Silves era então a capital islâmica do Algarve, e o peso desse passado sente-se na localização: encostada ao castelo, com vista sobre o rio Arade.

Nenhum monumento desta idade chega ao século XXI intacto. O terramoto de meados do século XIV derrubou partes do edifício e foi D. Manuel a mandar reconstruir. O de 1755 destruiu-a quase totalmente. A Porta do Sol, em estilo barroco e com a data de 1781 gravada, é o testemunho mais visível dessa última reconstrução. O resto é gótico, e dos mais notáveis do sul do país.

No chão da abside ficou o túmulo de D. João II, aqui sepultado em 1495 antes de os seus restos serem trasladados para a Batalha. Quando saíres, o castelo mouro está mesmo em frente, do outro lado do largo. A sequência das duas construções, a islâmica e a cristã, conta mais sobre Silves do que qualquer texto.

vai sabendo que

  • a pedra é arenito vermelho de silves, presente em cada bloco da fachada
  • a planta é em cruz latina, com três naves e pórtico gótico ogival
  • na abside fica o túmulo vazio de D. João II, com os restos trasladados para a batalha
  • a porta do sol é barroca, com 1781 gravado no topo, a marcar a reconstrução pós-terramoto
  • o castelo mouro fica do outro lado do largo, a poucos metros

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