onde os recordes mundiais acontecem a sério
Em Novembro de 2017, uma onda de 24,38 metros foi surfada aqui. Está registado no Guinness World Records. Em Fevereiro de 2020, Maya Gabeira bateu o recorde feminino na mesma água, com 22,4 metros. A Praia do Norte é um sítio onde a história do surf se escreve com regularidade, não uma vez, mas vezes suficientes para isso ser um padrão.
O que torna isto possível é um acidente geográfico a menos de um quilómetro da costa: o Canhão da Nazaré. Este desfiladeiro submarino canaliza a energia das ondulações atlânticas e amplifica-as de uma forma que não existe em mais nenhum ponto da costa portuguesa. No Inverno, ondas acima de 15 metros são frequentes. Em Outubro de 2020, um satélite capturou imagens de uma onda de quase 31 metros.
Entre Outubro e Março, a praia recebe dois campeonatos internacionais: o Nazaré Pro de bodyboard e o Nazaré Challenge do Big Wave World Tour. Fora das datas de competição, podes vir assistir sem marcação e sem multidões organizadas. As correntes são fortes, os avisos a sério, e entrar na água sem experiência local é uma ideia genuinamente má.
O que fica é a escala. Vista do areal ou do miradouro ali em cima, uma onda de 15 metros parece pequena até perceberes o tamanho do surfista lá dentro.
o canhão que muda tudo
O Canhão da Nazaré tem cerca de 230 quilómetros de comprimento e chega a 5.000 metros de profundidade. É um dos maiores canhões submarinos da Europa e a sua boca está a menos de um quilómetro desta praia. Quando as ondulações do Atlântico Norte entram no canhão, aceleram, concentram energia e emergem já fora de escala comparadas com o que se passa na costa em redor.
Os pescadores da Nazaré sabiam há muito que o mar aqui se comportava de forma diferente. O que mudou foi a chegada de surfistas de big wave, a partir de 2011, que perceberam que o canhão transformava este break num dos mais extremos do planeta. Desde então, a praia deixou de ser só da Nazaré.
vai preparado para
- correntes fortes mesmo quando o mar parece calmo
- vento quase sempre presente, em qualquer estação
- o miradouro do Sítio como ponto de vista para perceber a escala real das ondas
- campeonatos internacionais entre Outubro e Fevereiro, com acesso livre ao areal







