Praia da Nazaré
Alvesgaspar CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Praia da Nazaré

a praia que tens em mente quando pensas em Nazaré

Há um paredão com chalés coloridos, há um areal longo e há um mar que bate aqui com uma força particular. Este é o cartão de visita mais famoso da Nazaré, separado da vila alta por um funicular que sobe até ao Sítio. O conjunto todo é praticamente impossível de ignorar.

A Praia da Nazaré fica ao sopé de um promontório que altera o comportamento das ondas ao longo de toda esta costa. O mesmo fundo submarino que alimenta as gigantes do Canhão da Nazaré, a poucos quilómetros a norte em Praia do Norte, faz-se sentir aqui num mar que raramente está domesticado. Mesmo fora da época de surf extremo, o Atlântico deixa claro quem manda.

O que distingue este areal dos outros não é a areia nem o comprimento. É o contexto: a faixa urbana colada à praia, as varinas que ainda hoje trabalham na área envolvente, o contraste entre o turismo massificado e uma vida local que teima em manter o ritmo próprio. Há 15 anos consecutivos de Bandeira Azul e uma estrutura de acessibilidade pensada ao pormenor, com corredores de estrado que percorrem o areal de ponta a ponta e cadeiras anfíbias para quem quer entrar na água.

Vens aqui e percebes que a Nazaré é uma das poucas vilas costeiras portuguesas onde o mar ainda é o centro da vida, não só o fundo do cenário.

o que ninguém repara

  • o promontório do Sítio, mesmo em cima, muda completamente a perspectiva de tudo o que vês cá em baixo
  • a acessibilidade é das mais completas do país, com tapetes de 25 metros que chegam até à linha de água
  • caravelas-portuguesas aparecem ocasionalmente na costa, vale a pena verificar alertas antes de entrar
  • o canhão submarino que cria as ondas gigantes começa exactamente aqui ao largo

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