a ponte que mudou de nome e ficou igual
Inaugurada em 1966 depois de quatro anos de construção, chamava-se Ponte Salazar. Em 1974, depois da Revolução dos Cravos, passou a chamar-se Ponte 25 de Abril. A estrutura ficou igual: 2277 metros de comprimento, 70 metros acima do Tejo, pilar sul com 80 metros de profundidade abaixo do leito do rio, o mais fundo do mundo quando foi construído.
A semelhança com a Golden Gate de São Francisco não é coincidência. Ambas foram construídas pela mesma empresa americana, a United States Steel Corporation, com a mesma lógica de cabos de suspensão em aço vermelho sobre água larga. Lisboa ficou com a sua versão do ícone californiano, virada para o Atlântico em vez do Pacífico.
Em 1999 foi acrescentado o tabuleiro inferior com duas linhas ferroviárias. A ponte passou a carregar carros em cima e comboios por baixo, com 160 mil veículos e 174 comboios por dia. Desde 2017, o Pilar 7 na margem norte tem um centro interpretativo com elevador panorâmico que sobe até à altura dos tabuleiros — é a única forma de a ver de perto sem estar num carro ou num comboio.
A melhor vista não é de cima nem de dentro. É do rio, de barco, com a ponte a ganhar escala à medida que te aproximas.
o que vais encontrar
- estrutura suspensa em aço com 2277 metros sobre o Tejo
- Pilar 7 com centro interpretativo e elevador panorâmico, na margem norte
- vista sobre Lisboa, Almada e o Cristo Rei do elevador do Pilar 7



