Núcleo Museológico do Cemitério dos Prazeres
Susanne Nilsson CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons

Núcleo Museológico do Cemitério dos Prazeres

o museu dentro do cemitério que a maioria de Lisboa nem sabe que existe

Entras pelo portão principal dos Prazeres e a maioria das pessoas vai directo aos jazigos famosos, às estátuas, ao silêncio expectável. Poucos viram à direita a tempo de encontrar o Núcleo Museológico. É um espaço pequeno, contido, que explica o que tens à volta com uma seriedade que o próprio cemitério merece.

O Cemitério dos Prazeres abriu em 1833, durante a epidemia de cólera, quando Lisboa já não conseguia enterrar os seus mortos dentro das igrejas. O núcleo museológico pega exactamente nessa ruptura: o momento em que a cidade decidiu separar os vivos dos mortos e criar um espaço próprio para o luto fora dos muros sagrados. Não é uma curiosidade menor. É uma mudança de fundo na forma como Lisboa se organizou a si própria.

Lá dentro encontras peças funerárias, documentação histórica e contexto sobre as famílias e figuras que escolheram os Prazeres como destino final. O jazigo dos Braganças está a poucos metros. O de Almeida Garrett também. O museu dá-te o mapa mental para perceber o que estás a ver quando saíres de lá.

É o tipo de sítio que transforma uma visita ao cemitério numa visita a Lisboa. Sais com outra leitura da cidade, dos bairros em redor, da própria Tapada da Ajuda que se adivinha no horizonte.

o que vais encontrar

  • espólio funerário com peso histórico real
  • contexto sobre a Lisboa do século XIX que não encontras nos museus habituais
  • poucos visitantes, mesmo nos fins-de-semana
  • a transição directa para o cemitério logo à saída

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