o aqueduto que liga a alta velha ao jardim botânico
Fica entre a Alta de Coimbra e o Jardim Botânico, atravessado pela Praça da República e pela Avenida Sá da Bandeira. Os arcos avançam em série sobre o desnível entre os dois lados, num percurso que se vê de baixo desde a avenida e que se pode percorrer em cima a partir do jardim. É da segunda metade do século XVI, mandado erguer no reinado de D. Sebastião (daí o nome), para reforçar o abastecimento de água à parte alta da cidade, aproveitando em parte o traçado de um aqueduto romano que servia Aeminium na mesma direcção.
O que vês hoje é resultado de várias intervenções ao longo dos séculos, mas a forma geral mantém-se: arcos de volta perfeita em pedra, alinhados em série, com a calha de condução de água por cima. Não é peça monumental no sentido do aqueduto das Águas Livres em Lisboa ou da Amoreira em Elvas: é mais discreto, encaixado no tecido urbano, e funciona como passagem natural entre dois níveis da cidade. Para quem não conhece Coimbra, é uma das peças que confirma que a cidade tem camadas históricas em qualquer direcção em que se olhe.
A melhor maneira de o ver é descer do Jardim Botânico pela escadaria que passa por baixo dos arcos, ou subir pela mesma escadaria a partir da Sá da Bandeira. Em cima, do lado do jardim, podes andar mesmo ao lado da calha histórica, com os pinheiros antigos do botânico de um lado e a cidade aos teus pés do outro. Em baixo, a perspectiva dos arcos em fuga é o enquadramento fotográfico clássico do sítio.
o que vais encontrar
- arcos em série a ligar a Alta de Coimbra ao Jardim Botânico
- construído no século XVI sobre traçado de aqueduto romano preexistente
- atravessável a pé por cima, do lado do botânico
- ponto de passagem entre dois níveis da cidade, mais do que destino isolado
- aberto sempre, é via pública, sem horário



