Museu do Traje
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Museu do Traje

o banco que virou museu de ouro e linho

O edifício já foi dinheiro. Entre 1954 e 1958 construíram-no para ser a delegação do Banco de Portugal em Viana do Castelo, e ficou a ser isso durante quase quarenta anos. Em 1997 o dinheiro saiu e entrou o traje. A arquitectura Estado Novo manteve-se, com toda a sobriedade que isso implica, e hoje serve de moldura a peças que têm exactamente o oposto dessa contenção.

O Museu do Traje de Viana faz sentido nesta cidade e em nenhuma outra. O traje vianense é uma das linguagens visuais mais reconhecíveis do Minho, com os seus bordados a ouro sobre linho, as filigranas, os colares empilhados. Não é folclore de prateleira: ainda hoje sai à rua nas romarias, especialmente na Romaria d'Agonia em agosto, quando o centro histórico fica cheio de mulheres com esse peso de ouro ao pescoço.

O museu posiciona-se mesmo no centro histórico, o que significa que a visita não fica isolada. Sais para uma rua que guarda a mesma escala de séculos, e perceber de onde vem o traje ajuda a ler a cidade à volta.

o que encontras lá dentro

  • bordados e indumentária que documentam uma tradição viva, não extinta
  • o contraste entre a arquitectura sóbria do edifício e o peso visual das peças expostas
  • contexto etnográfico que liga o traje às festas e à identidade do Minho
  • um espaço pequeno, que se percorre sem pressa mas sem dispersão

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