ainda parece a matriz que sempre foi
À frente, duas torres altas e ameias no topo. A Sé de Viana ainda parece a igreja-fortaleza do gótico tardio do norte, e é. Foi construída no início do século XV como Igreja Matriz de Santa Maria Maior, e só passou a catedral em Novembro de 1977, quando o Papa Paulo VI criou a Diocese de Viana do Castelo. Mais de cinco séculos a fazer função de catedral antes de o ser de nome.
A construção começou por volta de 1400, no ponto mais alto do antigo burgo, junto à torre de menagem. Em 1420 já se cobravam impostos para auxiliar a obra; em 1455 estava pronta para o culto. O portal principal é o que vale a pena demorar a ver: três arquivoltas decoradas com cenas da Paixão de Cristo em relevo, anjos músicos, e seis colunas com esculturas de apóstolos adossadas (S. Pedro, S. Paulo, S. João, S. Bartolomeu, S. Tiago e Santo André). É das melhores esculturas góticas deste tipo no norte, com afinidades aos portais galegos.
A região esteve durante séculos sob jurisdição religiosa estrangeira (Tuy, depois Valença, depois Ceuta) antes da diocese de Viana ser criada em 1977. Por dentro, três naves com capelas laterais, transepto saliente e capela-mor rectangular. Dois incêndios, em 1656 e 1809, destruíram boa parte da decoração interior original. O que está hoje é maioritariamente reconstrução posterior, com retábulos neoclássicos e alguma talha barroca sobrevivente. Há sepulturas armoriadas e jacentes da nobreza local, em particular o túmulo de Frei Gaspar Gaifar.
A Sé fica no centro histórico, a pouca distância da Praça da República. Quando saíres, Viana abre-se à volta do Lima.
o que encontras cá dentro
- as duas torres com ameias, da época da igreja-fortaleza
- planta em cruz latina com três naves escalonadas, transepto saliente e capela-mor rectangular
- retábulos neoclássicos e talha barroca sobrevivente aos incêndios de 1656 e 1809
- sepulturas armoriadas e jacentes da nobreza vianense, com destaque para o túmulo de Frei Gaspar Gaifar




