a igreja onde setúbal começou
À frente, duas torres sineiras pesadas e um nártex aberto por baixo. A fachada é maneirista, sem disfarces. O risco é de António Rodrigues, arquitecto do século XVI.
O sítio é mais velho do que o edifício. Aqui esteve a primeira igreja matriz de Setúbal desde o século XIII e foi à volta dela que cresceu o burgo medieval, num bairro que se tornou centro religioso, político e administrativo da vila. No século XVI a obra recomeça do zero. Quando termina, por volta de 1567, é esta Santa Maria da Graça que vês hoje, no essencial.
Por dentro são três naves separadas por colunas de ordem toscana, com pintura a fresco do final do século XVIII. Os altares e a capela-mor estão cobertos de talha dourada do final do século XVII e início do XVIII. As paredes laterais ganharam painéis de azulejos azuis e brancos do XVIII, com cenas marianas.
A Diocese de Setúbal foi criada em 1975 e foi aqui que se ordenou D. Manuel Martins, primeiro bispo da cidade. O Mercado do Livramento fica a poucos passos e a Praça Bocage logo a seguir. O centro de Setúbal começou em frente desta porta.
o que encontras cá dentro
- a fachada maneirista de António Rodrigues, com duas torres sineiras e nártex aberto
- três naves separadas por colunas de ordem toscana, com pintura a fresco do final do século XVIII
- talha dourada nos altares e capela-mor, do final do século XVII e início do XVIII
- painéis de azulejos azuis e brancos do XVIII nas paredes laterais, com cenas marianas



