paredes cobertas de azulejos, e peixe acabado de chegar do sado
Entra e olha para as paredes. Os azulejos do Livramento cobrem o interior de cima a baixo, com cenas da pesca, da agricultura, do trabalho na lezíria, e datam da ampliação de 1930. São muitos milhares, da autoria de José António Jorge Pinto e Pedro Pinto. Na entrada norte, mais dois painéis com vistas da cidade, da autoria de Rosa Rodrigues, acrescentados em 1944. Já viste o suficiente antes de pôr um pé numa banca.
O edifício actual abriu em 1930, no local do mercado original de 1876 (que deu o nome ao sítio, por causa da ribeira do Livramento). A renovação mais recente, de 2012, deixou-o no estado em que está hoje: estrutura preservada, instalações postas em dia, azulejos limpos. Funciona como mercado a sério, não como peça de museu com bancas decorativas.
A banca do peixe é o motivo principal. Setúbal tem porto pesqueiro a sério e o Sado fornece variedade que não vês noutros mercados do mesmo tamanho. Choco, robalo do estuário, peixe-espada, marisco da costa, sardinha em época. Vai cedo: abertura às sete e meia, antes das nove a oferta está completa, ao final da manhã a coisa começa a desmobilizar.
a cena toda
- interior coberto de azulejos historiados de 1930, com painéis adicionais de 1944
- peixe descarregado em Setúbal, com variedade do estuário do Sado
- enchente de turistas com câmara depois das dez, em qualquer altura do ano
- combina bem com a Avenida Luísa Todi e a frente ribeirinha, mesmo ao lado



