onde a água esculpe a pedra há séculos
Vinte e quatro metros de queda vertical, num jacto que embate no fundo num lago em forma de alguidar. A ribeira de Alte percorre a Serra do Caldeirão, alimenta-se nas fontes da aldeia e despenca numa parede de tufo calcário: rocha formada pelo próprio carbonato de cálcio que a água vai depositando ao longo dos anos, construindo a cascata à sua própria custa.
A Queda do Vigário é o ponto final de uma sequência de cascatas que desce pela ribeira. Chega-se a pé por uma escadaria de madeira a partir do parque de estacionamento junto ao cemitério, ou por um trilho de terra de 300 metros. O espaço foi remodelado e há lago suficiente para mergulhar mesmo junto à base da queda.
O volume de água varia com a época. No verão, a afluência de turistas é grande e o caudal pode ser menor. No outono e início do inverno, apanhas a cascata com mais força e menos gente, o que muda por completo a experiência no desfiladeiro calcário de Alte.
a aldeia por cima
Alte fica ali mesmo, a poucos minutos a pé. Foi considerada uma das aldeias mais típicas do Algarve e serviu de referência visual aos navegadores portugueses pela posição de destaque na serra. A Fonte Grande, que alimenta a ribeira antes da queda, foi transformada numa piscina que atrai visita por si só. São dois sítios diferentes com lógicas diferentes: um de contemplação, outro de lazer de praia fluvial.
A sequência natural é descer à Queda do Vigário e subir depois à aldeia. O calcário carso do interior algarvio tem uma presença física que o litoral não dá.
vai preparado para
- lago com profundidade
- acesso por escadaria de madeira ou trilho de terra de 300 metros
- caudal variável consoante a estação do ano
- aldeia de Alte a distância de caminhada curta
- tufo calcário visível nas paredes da queda



