sete séculos de mosteiro, mais um aqueduto de cinco quilómetros para o servir
Foi fundado em 1318 por D. Afonso Sanches, filho bastardo do rei D. Dinis, e por sua mulher D. Teresa Martins de Meneses, descendente da Ribeirinha e senhora de Vila do Conde. A obra começou em 1319, depois de bula do Papa João XXII, e estendeu-se por séculos. A igreja, classificada Monumento Nacional, é um templo fundamental do gótico português a norte do Douro.
O edifício mostra-te dois momentos sobrepostos. A igreja gótica, em planta de cruz latina e nave única, é da campanha medieval. O grande corpo sul, neoclássico, foi reedificado em 1777 pelo arquitecto Henrique Ventura Lobo, um dos nomes do ciclo neoclássico portuense. Esse contraste é parte da experiência da visita.
Dentro da igreja estão os túmulos dos fundadores, D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins, e ainda os túmulos dos Condes de Cantanhede e o de Beatriz de Portugal, filha de Nuno Álvares Pereira. O tecto da nave e do transepto é seiscentista, em madeira de caixotões ricamente decorados, contado entre os melhores do país. O claustro do antigo cenóbio sobreviveu reduzido a três alas de arcos abatidos, com um chafariz barroco de granito ao centro.
E depois há o aqueduto, construído entre 1705 e 1714 para abastecer o mosteiro a partir de uma nascente em Terroso, na Póvoa de Varzim. Tinha originalmente 999 arcos e cerca de 5 km de extensão, e é o segundo aqueduto mais longo de Portugal. Está classificado como Monumento Nacional por si só. Hoje sobrevive em troços, mas continua a atravessar a paisagem em vários pontos do território.
Com os decretos liberais de 1834, o mosteiro entrou em extinção e a última freira professa morreu em Maio de 1893. Foi restaurado entre 1928 e 1932 pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Parte do conjunto está hoje concessionada a uso hoteleiro, no âmbito do programa Revive.
o que encontras cá dentro
- a igreja gótica do século XIV, com nave única e transepto, classificada Monumento Nacional
- o tecto seiscentista em caixotões de madeira, na nave e transepto
- os túmulos dos fundadores, D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins
- o túmulo de Beatriz de Portugal, filha de Nuno Álvares Pereira
- o claustro reduzido a três alas, com chafariz barroco de granito ao centro
- o corpo sul neoclássico de 1777, do arquitecto Henrique Ventura Lobo
- o aqueduto de Santa Clara, segundo mais longo do país, com origem em Terroso e originalmente com 999 arcos




