La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres
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La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres
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La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres
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La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres
Geerd-Olaf Freyer from Aachen, Deutschland CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons
La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres
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ruta8 paradas · 1-2 días · en coche

La Vicentina fuera de temporada, de Porto Covo a Sagres

la vicentina en agosto no es la vicentina

Vas de norte a sur, con el Atlántico a la derecha todo el rato. La Costa Vicentina es la franja salvaje que va de Sines a Sagres, y el error es intentar hacerla en pleno verano. En octubre o noviembre el sol todavía calienta a media tarde, las playas están vacías, y el viento por fin se nota como tiene que notarse. Esa es la costa que justifica el nombre.

Necesitas coche y dos días. Son unos 140 km de punta a punta y ninguna de estas paradas está pegada a la siguiente. El primer día se hace en Alentejo (Sines y Odemira), con noche en Zambujeira do Mar o en Odeceixe. El segundo día entra en Algarve, cruza Aljezur a la hora de comer y acaba en Sagres, con la luz del faro ya parpadeando.

Lleva jersey aunque haga sol. El viento vicentino no pide permiso, y hay paradas en las que él decide por ti si bajas del coche. En Aljezur, a mitad del segundo día, recomponte: come bien, sube a ver el castillo moro de arriba, y sigue hacia el cabo sin prisa.

01

Praia Grande de Porto Covo

Playa marítima · Sines

Porto Covo aparece muitas vezes nas listas de "mais bonitas do país". Acredita no hype, mas por razões que os listicles raramente explicam bem. A Praia Grande fica mesmo junto à aldeia, tem areia fina e está encaixada entre falésias amarelas altas que lhe dão uma escala fora do comum para uma praia de acesso tão fácil. À frente, no mar, a Ilha do Pessegueiro fecha o horizonte com aquela silhueta baixa e discreta que parece ter sido colocada ali para dar profundidade à fotografia.

02

Praia do Malhão

Playa marítima · Odemira

Chegas pelo caminho de terra batida, estacionas onde calha, desces. Não há paredão, não há esplanada, não há fila de chapéus alugados. É essa a primeira coisa que se nota no Malhão: a infraestrutura simplesmente não está lá, e isso é o ponto.

03

Cabo Sardão

Mirador · Arquitectura · Odemira

Um edifício baixo, branco, com telhados discretos. É assim o farol do Cabo Sardão, construído em 1915 numa torre de dezassete metros que não se impõe à paisagem. Quem chega a pensar que vai ver uma estrutura imponente fica surpreendido. E depois repara que o farol está virado de costas para o mar.

04

Praia de Zambujeira do Mar

Playa marítima · Odemira

Areia fina e clara, encaixada entre paredes de rocha que sobem abruptamente dos dois lados. É assim a Zambujeira do Mar: uma concha de praia onde a aldeia fica lá em cima e tu cá em baixo, com o Atlântico à frente a fazer barulho. O acesso desce pela falésia a partir da vila, e essa descida já muda o estado de espírito antes de chegares à água.

05

Praia de Odeceixe

Playa fluvial + marítima · Aljezur

Uma faixa de areia com dois mundos: de um lado o oceano, do outro o rio Seixe a entrar no mar. Não é metáfora, é geografia. Estás literalmente na fronteira entre o Algarve e o Alentejo, com o rio a marcar a linha.

06

Praia de Arrifana

Playa marítima · Aljezur

Oitocentos metros de areia dourada encaixados numa baía que parece desenhada a compasso. As falésias de xisto sobem dos dois lados, altas o suficiente para cortar parte do vento atlântico e tornar o lugar habitável mesmo quando o mar está bravo. É essa forma de concha que faz a Arrifana diferente das praias abertas da Costa Vicentina: há um abrigo relativo que não é habitual nesta costa.

07

Praia da Bordeira

Playa marítima · Aljezur

Três quilómetros de areia clara. É esse o número que separa a Bordeira de quase tudo o resto no Algarve: a praia mais extensa do concelho de Aljezur, limitada a norte por falésias de xisto e a sul por formações rochosas do Jurássico, com os ventos dominantes de noroeste a esculpir as dunas que chegam quase à beira-mar. O resultado não é um cenário arrumado para fotografar, é uma paisagem com força própria.

08

Fortaleza de Sagres

Fortaleza · Mirador · Vila do Bispo

Chega-se de carro, deixa-se no parque, e a seguir há uma muralha enorme à frente. Do outro lado, o Atlântico. O promontório de Sagres corta o oceano a prumo: falésias dos dois lados, vento constante, e a sensação de estar num lugar que foi o limite do mundo conhecido durante séculos. Não é uma metáfora de brochura. É mesmo assim que o sítio se comporta.

Al final del segundo día, cuando el faro de Sagres empieza a parpadear y todavía tienes la sal del día anterior en la piel, entiendes por qué esta costa no es para todos. Y por qué está bien así.

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