Algarve en agosto, pero sin el lío
Portuguese_eyes CC BY-SA 2.0 · flickr.com
Algarve en agosto, pero sin el lío
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Algarve en agosto, pero sin el lío
Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons
ruta5 paradas · 1 día · en coche

Algarve en agosto, pero sin el lío

la playa que tenías en mente ya no existe entre junio y septiembre

Dos horas de aparcamiento al día. Veinte minutos desenrollando la toalla entre desconocidos. Treinta y cinco grados a una sombra que no hay. En algún punto entre el tercer y el cuarto día de esta rutina, cualquier persona sensata se pregunta si no habrá otra cosa. La hay.

El Algarve del interior no está en cola. La sierra de Caldeirão está diez grados más fresca que Albufeira, las cascadas de Loulé tienen la función social de sustituir la playa cuando los locales quieren huir de los turistas, y Monchique, ahí arriba, es casi otro clima. Esta es la ruta para ese día en que decidiste cortar por lo sano y dejar el mar.

La regla es simple: empieza pronto. Antes de las nueve ya estás en el Mercado de Loulé, porque entre las diez y las doce el calor se instala y el resto del día se hace ganando altitud. Acabas en lo alto de Fóia, donde el aire tiene otro peso.

01

Mercado de Loulé

Mercado · Loulé

Quatro cúpulas avermelhadas. É assim que reconheces o edifício antes de entrar, a partir de qualquer rua do centro histórico de Loulé. Construído em 1908 num estilo revivalista de inspiração islâmica, o Mercado Municipal de Loulé foi o projecto mais ambicioso do Algarve naquela primeira década do século XX, e ainda hoje parece querer provar alguma coisa.

02

Queda do Vigário

Piscina natural · Loulé

Vinte e quatro metros de queda vertical, num jacto que embate no fundo num lago em forma de alguidar. A ribeira de Alte percorre a Serra do Caldeirão, alimenta-se nas fontes da aldeia e despenca numa parede de tufo calcário: rocha formada pelo próprio carbonato de cálcio que a água vai depositando ao longo dos anos, construindo a cascata à sua própria custa.

03

Castelo de Silves

Castillo · Silves

Há uma pedra específica que dás por ela mal entras em Silves: o grés avermelhado, cortado aqui mesmo, que reveste as muralhas do castelo e lhe dá a tonalidade que não esqueces. Não é tinta, não é restauro recente. É o material de origem, chamado grés de Silves, que os construtores islâmicos usaram para forrar a taipa que ergueram no ponto mais alto da colina.

04

Sé Catedral de Silves

Catedral · Silves

Entra e a primeira coisa que vês é a cor. O arenito vermelho de Silves é o material inteiro do edifício, em cada bloco da fachada, em cada arco. Não é decoração: é a pedra desta terra.

05

Miradouro da Fóia

Mirador · Monchique

Novecentos e dois metros acima do mar. Cá em cima o vento é outro, a temperatura desce e o horizonte abre de uma forma que nenhuma outra cota do Algarve consegue igualar. A Fóia é o ponto mais alto de toda a região, e isso vê-se, sente-se e ouve-se no silêncio que as antenas de telecomunicações não conseguem anular.

Al final del día ya no echas de menos la playa. Mañana puedes volver a perder dos horas aparcando, o puedes empezar a calcular cuántos días así te caben todavía en la semana.

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