Sé de Braga
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Sé de Braga

a sé é mais velha que portugal

A construção começou no final do século XI, sob direcção do bispo D. Pedro. Foi feita sobre vestígios de um edifício anterior, e no subsolo da capela-mor ainda se conservam restos arqueológicos desse templo. Quando se começou a Sé, Portugal ainda não era país: o reino só nasceu meio século depois.

O edifício acumula séculos sem disfarce: corpo românico inicial, capelas góticas dos séculos XIV e XV, pórtico manuelino na entrada principal, talha dourada barroca por todo o lado. Cada estilo entrou no momento em que era usado, e a igreja nunca foi obrigada a escolher um.

Por dentro, dois órgãos de tubos do século XVIII flanqueiam a nave: o do lado do Evangelho é de 1737, o da Epístola de 1739. Nas capelas estão sepultados Henrique de Borgonha e Teresa de Leão, pais de D. Afonso Henriques, e o infante D. Afonso, filho de D. João I. A Sé continua a manter o rito bracarense, antigo rito litúrgico latino próprio da Arquidiocese.

O Tesouro-Museu fica na antiga casa do Cabido, ao lado, e guarda séculos de arte sacra da Arquidiocese, incluindo a cruz da primeira missa no Brasil, levada por Pedro Álvares Cabral. Sair pela Porta Nova é continuar a cidade onde a catedral começou.

o que encontras cá dentro

  • o corpo românico do final do século XI, ainda visível
  • o pórtico manuelino na entrada principal
  • os dois órgãos de tubos do século XVIII, de 1737 e 1739
  • as capelas com os túmulos de Henrique de Borgonha, Teresa de Leão e do infante D. Afonso
  • vestígios arqueológicos do templo anterior, no subsolo da capela-mor

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