Museu de Arqueologia Dom Diogo de Sousa
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Museu de Arqueologia Dom Diogo de Sousa

bracara augusta debaixo dos teus pés

Braga foi, durante séculos, uma das maiores cidades do império romano no ocidente peninsular. Bracara Augusta, fundada por Augusto, teve fórum, termas, teatro, necrópoles, uma rede viária que estruturou o noroeste inteiro. O Museu D. Diogo de Sousa existe precisamente para guardar o que foi ficando à superfície, e o que foi aparecendo nas obras da cidade moderna.

Um dos pontos de partida do museu é um mosaico romano visitável no sítio exacto onde foi encontrado, por baixo do edifício. Não é uma reprodução nem uma reconstituição, é o pavimento original, no seu lugar. Poucos museus em Portugal têm algo comparável em termos de continuidade física entre a escavação e a visita.

O acervo de miliários é o que mais distingue este museu a nível europeu: a colecção é considerada a mais completa do continente. São marcos de granito que sinalizavam as estradas romanas, com inscrições imperiais, muitos deles classificados como Monumento Nacional desde 1910. Há um jardim exterior dedicado apenas a eles.

Entre as aquisições recentes, uma doação internacional trouxe peças que normalmente só existem em colecções privadas de grande dimensão: um busto do imperador Augusto da sua própria época, único em Portugal, bustos de Trajano e Antoninus Pius, esculturas de mármore, cerâmica grega e etrusca, mosaicos. A dimensão da colecção mudou substancialmente na última década. Se já cá estiveste há mais de cinco anos, o museu que encontras hoje não é o mesmo.

do paleolítico ao medievo, sem saltos

A exposição permanente cobre um arco cronológico que vai do Paleolítico até à Idade Média, com enfoque no noroeste peninsular. Não é uma colecção genérica de "antiguidades": está ancorada na região, nos sítios, nas culturas locais. A secção da Idade do Ferro, por exemplo, trata o mundo dos povos castrejos com peças directamente ligadas ao território minhoto e transmontano.

A época romana está dividida em vários núcleos temáticos: o espaço urbano de Bracara Augusta, a rede viária, a morte e a religião. Este último inclui uma ara votiva dedicada a Ocaere, uma divindade indígena pré-romana, encontrada no século XVIII numa obra em Campo do Gerês. A fusão entre romanização e culto local está materializada numa só pedra.

vai preparado para

  • o jardim dos miliários, que muita gente passa a correr sem perceber o que está a ver
  • o mosaico romano in situ, no piso inferior
  • o busto de Augusto da época imperial, numa sala que não anuncia o que tem
  • esculturas de mármore de grande dimensão que chegaram por doação privada alemã

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