o museu que explica por que razão esta vila não é igual a nenhuma outra
Há uma coisa que só se faz em Arraiolos. Não noutro sítio do Alentejo, não noutro sítio do país: tecer tapetes com ponto de cruz em lã, sobre cânhamo ou linho, com padrões que misturaram influências persas, mouriscas e portuguesas ao longo de séculos. O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos existe exactamente para explicar como isso aconteceu e porque é que ainda acontece.
O CITA ocupa um edifício que guarda também arqueologia local, uma colecção etnográfica e espólio da paróquia de Nossa Senhora dos Mártires. Mas é a colecção de tapetes que organiza tudo à volta: peças antigas e contemporâneas que mostram como o mesmo objecto mudou de mãos, de casas nobres para exportação, de artesanato de subsistência para produto com candidatura a Património Imaterial da UNESCO.
O programa de exposições temporárias faz deste sítio algo mais do que um repositório. Já passou por aqui arte contemporânea, pintura alentejana, memória do 25 de Abril com Salgueiro Maia como tema central. Não é um museu que se fecha sobre si próprio.
Saíres daqui e percorreres as ruas de Arraiolos com outra cabeça tem uma lógica directa: em muitas casas e ateliês da vila, o tapete ainda se faz à mão, e saber o que estás a ver muda completamente o que vês.
o que vais encontrar
- colecção permanente de tapetes com séculos de diferença entre si
- espólio arqueológico e etnográfico da região
- exposições temporárias que cruzam o tapete com arte e história contemporâneas
- serviço educativo com visitas guiadas e programa para grupos
- centro de documentação com catálogo de obras consultável



