Museu de Angra do Heroismo
Carlos Luis M C da Cruz Public Domain · Wikimedia Commons

Museu de Angra do Heroismo

museu, convento e arsenal, tudo no mesmo edifício

Há um convento franciscano do século XVI por baixo de tudo isto. O Edifício de São Francisco, sede do Museu de Angra do Heroísmo, acumula camadas de história que vão muito além das peças expostas: as paredes já foram claustro, já foram quartel, já foram arquivo. Hoje recebem um museu que tenta fazer algo difícil, juntar a história política dos Açores com a cultura que cresceu dentro de uma ilha no meio do Atlântico.

O museu não faz isso de forma linear. A exposição principal, "Do Mar e da Terra", usa o Atlântico como fio condutor e põe Angra do Heroísmo no centro de uma história muito maior do que Terceira: a cidade foi durante séculos uma das escalas obrigatórias das rotas entre a Europa, as Américas e a Índia. Isso explica a Sé, as fortalezas, a própria malha urbana que hoje é Património da Humanidade.

O museu tem três pólos espalhados pela cidade. O Núcleo de História Militar e a Carmina (galeria de arte contemporânea) ficam noutros edifícios, o que obriga a alguma logística mas também dá pretexto para percorrer Angra a pé. E a Igreja de Nossa Senhora da Guia, anexa ao edifício principal, é usada para concertos: música barroca numa antiga igreja conventual com acústica de pedra é uma experiência que o espaço justifica por si só.

um programa que não para

O museu tem agenda regular com concertos, serviço educativo e exposições temporárias que rodam. A exposição "Olhar do Outro" percorre o retrato na colecção permanente e dá outra perspectiva sobre pinturas que de outra forma passariam despercebidas. Há também uma parceria com a RTP Açores para um programa sobre o museu, o que diz algo sobre a escala da instituição para uma cidade desta dimensão.

o que vais encontrar

  • três pólos distintos que pedem pelo menos duas visitas para ver tudo
  • a Igreja de Nossa Senhora da Guia integrada no percurso do edifício principal
  • exposições temporárias com rotatividade real, não as mesmas peças há anos
  • concertos regulares no coro alto da igreja, com programação de música antiga
  • segunda-feira encerrado, como quase tudo em Angra

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