a abóbada é uma corda atada com um nó
Levanta o pescoço quando entrares. As nervuras da abóbada da nave principal foram esculpidas na pedra como se fossem uma grossa corda com um nó a meio. É manuelino com vocabulário náutico, e é o tipo de detalhe que faz a diferença entre uma Sé e esta Sé.
A Sé está implantada num promontório, com torres pesadas que lhe dão ar de fortaleza. Foi construída sobre um templo primitivo suevo-visigótico, cuja estrutura apareceu em escavações recentes. As obras começaram no século XII, no tempo de D. Afonso Henriques, e tiveram uma renovação profunda no século XIII, com D. Dinis. A fachada actual, maneirista, é de meados do XVII: a anterior, renascentista, ruiu em 1635 e levou com ela o portal manuelino. Nos seis nichos do alto da fachada estão Santa Maria da Assunção, São Teotónio (patrono da cidade) e os quatro evangelistas.
A capela-mor era originalmente decorada pelo retábulo de Vasco Fernandes, o Grão Vasco, com cenas da Vida de Cristo. Hoje, esse retábulo está no Museu Grão Vasco, aqui ao lado, e na capela-mor ficou um retábulo barroco do tempo de D. João V. O cadeiral do coro é do século XVIII, em jacarandá vindo do Brasil. A sacristia, de 1574, tem pinturas no tecto de madeira e paredes cobertas de azulejos polícromos do século XVII.
O claustro foi mandado construir por D. Miguel da Silva, bispo que trouxe o Renascimento a Viseu e protegeu o Grão Vasco. O Tesouro-Museu da Catedral guarda dois cofres-relicários do século XIII da Escola de Limoges. Sair da Sé é continuar pela cidade alta de Viseu: o Museu fica em frente, no antigo Paço dos Três Escalões.
o que encontras cá dentro
- a abóbada manuelina com as nervuras esculpidas como uma corda com um nó a meio
- os florões em pedra de Ançã nos fechos das abóbadas, com divisas reais e brasões episcopais
- o cadeiral do coro em jacarandá do Brasil
- a sacristia de 1574, com paredes cobertas de azulejos polícromos do XVII
- o claustro renascentista de D. Miguel da Silva




