Museu de Almeida Moreira
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Museu de Almeida Moreira

a casa que um capitão deixou à cidade

Há colecções que acabam em armazém. Esta acabou num testamento. Francisco Almeida Moreira, capitão e director do Museu Grão Vasco, decidiu que a sua casa e tudo o que tinha dentro ficava para Viseu. A câmara cumpriu o acordo e abriu ao público exactamente o que ele deixou: móveis, pinturas, porcelanas, livros.

O museu ocupa a casa original do Capitão, projectada por Raul Lino, o arquitecto que transformou a ideia de casa portuguesa em linguagem própria. Entrar no Museu Almeida Moreira é percorrer o gosto pessoal de alguém com acesso a Silva Porto, Columbano, Malhoa e Marques de Oliveira, tudo pendurado onde ele quis.

A colecção de cerâmica é a maior do espaço, com peças dos vários centros de produção de faiança do país. Não é monótono: a amplitude geográfica da colecção dá para perceber diferenças entre origens que normalmente ficam anonimamente agrupadas em "louça portuguesa".

Viseu tem museus maiores e mais conhecidos. Este é o que te mostra como vivia quem os criava.

o que encontras lá dentro

  • pinturas de nomes centrais do naturalismo português
  • faiança de vários centros produtores nacionais, reunida por um coleccionador com critério
  • o espaço doméstico de Raul Lino intacto como pano de fundo
  • exposição temporária sobre o percurso do Capitão como coleccionador

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