Castelo de Almourol
Marta Magalhães CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Castelo de Almourol

castelo no meio do rio, e não é figura de estilo

Uma ilha no Tejo. Um castelo em cima da ilha. Não há ponte, não há passagem a pé, não há forma de chegar sem barco. É essa a cena do Castelo de Almourol, e é exactamente tão cinematográfica quanto parece.

A ilha tem talvez cem metros de comprimento. O castelo ocupa-a quase toda, com uma torre de menagem que fica no ponto mais alto e dá para ver de longe, tanto de uma margem como da outra. A ocupação do sítio remonta aos romanos e aos templários, mas o que está de pé hoje é essencialmente medieval, com intervenções do século XIX que lhe deram o aspecto que vês nas fotografias.

Chegar implica apanhar uma das barcas que partem das margens do Tejo. Essa travessia curta já faz parte da experiência: o castelo aproxima-se devagar, reflectido na água, e percebes que está mesmo ali, isolado, sem nada à volta que o contextualize com o presente. Do interior, as ameias enquadram o rio nos dois sentidos, com as planícies do Ribatejo a abrir-se para sul e os montes de Tomar a norte.

os templários e o que ficou

A Ordem do Templo recebeu Almourol de D. Afonso Henriques em 1171, já depois da conquista aos mouros. Gualdim Pais, o mestre provincial da ordem em Portugal, é quem assina a reconstrução que deu ao castelo a forma que ainda hoje reconheces. A torre de menagem, as dez torres ao longo da muralha, o pátio central: tudo templário, tudo século XII.

Com a extinção da Ordem do Templo no início do século XIV, o castelo passou para a Ordem de Cristo e depois foi progressivamente abandonado. A ruína durou séculos. A recuperação que aconteceu em 1840 foi ordenada por D. Fernando II, o mesmo rei que mandou construir o Palácio da Pena, e seguiu o gosto romântico da época pelo medievalismo. O resultado é um castelo que é, em parte, uma fantasia oitocentista sobre a Idade Média, mas assente em fundações e paredes que são mesmo do século XII.

o que vais encontrar

  • a travessia de barco como parte obrigatória da visita
  • torre de menagem acessível, com vista sobre o Tejo nos dois sentidos
  • muralha com dez torres, quase toda percorrível
  • interior simples, sem museu elaborado: a arquitectura é o conteúdo

cenas por perto

ver no mapa