Palácio Nacional de Queluz
Heribert Bechen ***Thanks for more than 800.000 visits!*** from Bergisch Gladbach, Germany CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons
Palácio Nacional de Queluz
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Palácio Nacional de Queluz

rococó sem peias, fora de lisboa

Construído para ser um retiro de verão, não uma declaração de poder. A lógica aqui era outra: enquanto o Marquês de Pombal governava Portugal a partir de Lisboa, a família real ficava em Queluz a fazer a vida que lhe apetecia. O palácio é o espelho arquitectónico disso mesmo, um edifício que alguém descreveu como parecendo "um bolo de aniversário muito caro", e não estava a criticar.

O Palácio Nacional de Queluz é o último grande exemplo de rococó na Europa, iniciado em 1747 por Mateus Vicente de Oliveira. O terramoto de 1755 interrompeu as obras e mudou o plano: com medo de novos sismos, a reconstrução optou por volumes baixos e compridos em vez de um bloco alto. É por isso que, visto de fora, o palácio parece uma série de alas ligadas por pavilhões, não um edifício monolítico. Uma decisão de engenharia que acabou por definir a estética.

A história que se instalou aqui é densa. D. Maria I, a rainha que ficou conhecida como "a Piedosa" e depois como "a Louca", viveu aqui o lento colapso depois da morte do marido. O palácio foi também a última residência oficial da família real antes da fuga para o Brasil em 1807, quando Napoleão entrou em Portugal. Quando saíram, deixaram tudo.

Os jardins têm um canal revestido a azulejos onde a corte passeava de gôndola. Essa imagem, Lisboa a fingir que era Versalhes, mas à sua maneira, é o que torna Queluz diferente de qualquer outro palácio que conheças.

o interior, sala a sala

São dezasseis salas visitáveis, cada uma com nome e com função original: Sala do Trono, Sala dos Embaixadores, Quarto de D. Quixote, Toucador da Rainha. Não é nomenclatura decorativa, é o mapa de como a corte organizava o espaço e a cerimónia.

O Corredor das Mangas, também chamado Corredor dos Azulejos, é um dos momentos mais específicos do palácio. Os painéis de azulejo contam cenas de caça e de vida rural com um detalhe que prende o olhar mais tempo do que previas. No exterior, a Cascata Grande e o Canal dos Azulejos fecham a visita com uma escala que o interior não deixa adivinhar.

o que vais encontrar

  • dezasseis salas com mobiliário e decoração originais, não reconstituídos
  • um canal de azulejos onde cabiam gôndolas reais
  • a Cascata Grande nos jardins, fora da rota habitual dos grupos
  • o Pavilhão Robillion, assinado pelo arquitecto francês que tratou dos jardins e dos interiores rococós
  • a fachada virada para a praça da cidade, sem vedação nem distância

cenas por perto

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