Sé de Portalegre
Hugo Cadavez from Maia, Portugal CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Sé de Portalegre

o maior conjunto de pintura maneirista do país está aqui

No alto da cidade, duas torres altas marcam a fachada e tudo se desvenda a partir delas. As obras começaram em 1556, por ordem de D. João III, no terreno onde antes existia a Igreja de Santa Maria do Castelo. A última pedra da abóbada assentou em 1575. No século XVIII, a fachada foi reformulada com pórtico barroco em mármore e as torres ganharam altura.

A Diocese de Portalegre tinha sido criada poucos anos antes, em 1549, e a construção da Sé é a sua resposta arquitectónica. O primeiro bispo foi D. Julião de Alva, espanhol, capelão da rainha D. Catarina de Áustria. Quem mais contribuiu para a decoração foi o carmelita D. Frei Amador Arrais, encomendando retábulos maneiristas que ainda hoje estão no sítio.

O interior tem três naves, abóbadas de berço com nervuras, e 28 janelas a entrarem luz por todos os lados. O retábulo-mor é de oito painéis. Ao todo são noventa e seis pinturas maneiristas distribuídas pelo altar-mor e capelas laterais, um conjunto sem paralelo no país. À direita do altar fica a Capela do Santíssimo, à esquerda a de S. Pedro. Os púlpitos e as grades da capela-mor são em mármore.

O claustro foi acrescentado no século XVIII e a sacristia tem azulejos do mesmo período com a fuga para o Egipto. Entre 2021 e 2023 a Sé foi reabilitada, e nessa intervenção apareceram pinturas murais dos séculos XVI a XVIII que estavam tapadas.

o que encontras cá dentro

  • as 96 pinturas maneiristas distribuídas pelos retábulos, o maior conjunto deste tipo em Portugal
  • o retábulo-mor de oito painéis, com obra do escultor portalegrense Gaspar Coelho
  • três naves com abóbadas de berço e nervuras, iluminadas por 28 janelas
  • os púlpitos e as grades da capela-mor em mármore
  • o claustro do século XVIII
  • a sacristia revestida a azulejos do XVIII com a fuga para o Egipto

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