museu ou monte, no fundo são a mesma coisa
Há um castro a poucos metros. Isso muda tudo o que tens à tua frente dentro do museu. As peças não vieram de escavações noutro ponto do país, nem de colecções dispersas: vieram exactamente daquele monte, e é para lá que podes caminhar a seguir.
A Citânia de Sanfins é um dos castros mais bem preservados do noroeste peninsular, e o Museu Arqueológico de Sanfins existe para dar contexto ao que vês no terreno. Cerâmica, utensílios, elementos arquitectónicos, estátuas de guerreiros galaico-romanos, o tipo de achado que faz perceber que ali viveu uma comunidade estruturada, com casas circulares, ruas, e lógica urbana própria.
Os guerreiros lusitanos esculpidos em granito são o centro de gravidade da colecção. Não é decoração: esses relevos, as armações, os escudos talhados na pedra foram encontrados aqui, em Paços de Ferreira, num território que continua a render matéria aos arqueólogos.
Visitas o museu e depois sobes ao castro. Ou fazes ao contrário. De qualquer forma, a última coisa que vês é o monte, e percebes porque é que as pessoas escolheram aquele exacto sítio para ficar.
o que vais encontrar
- estátuas de guerreiros galaico-romanos em granito, achadas no próprio castro
- cerâmica e objectos quotidianos do período castrejo
- painéis que explicam a organização urbana da citânia
- o castro a pé, logo ali, para continuar a visita no terreno



