o museu que é também um padre, uma aldeia e uma ideia
Há sítios que existem porque alguém decidiu que tinham de existir. Este é um deles. O Ecomuseu de Barroso nasceu da teimosia de um padre de Montalegre que passou décadas a registar, recolher e recusar que o Barroso fosse engolido pelo esquecimento.
O Padre Fontes, nascido em Cambezes do Rio em 1940, não é só o nome da porta. É a razão de existir de tudo o que está cá dentro: a medicina popular, os saberes das aldeias, as práticas agrícolas, os rituais, as histórias que não cabem nos manuais. O mesmo homem que criou o Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes e as "Sextas-Feiras 13" em Montalegre construiu aqui um arquivo vivo de uma região que muita gente só conhece de passagem.
O ecomuseu não é um museu estático com vitrinas fechadas. Tem exposições temporárias que rodam, fotógrafos que mostram Barroso pelos seus próprios olhos, e uma presença digital que já conta mais de seis milhões de visitas. O que está em Montalegre é a sede física de algo que funciona como uma rede de memória espalhada pela região.
Sair daqui com a sensação de que percebeste Barroso um pouco melhor é quase inevitável, especialmente se chegares sem saber muito sobre o planalto transmontano que tens mesmo à volta.
o que vais encontrar
- a figura do Padre Fontes, presente em tudo sem ser folclore
- exposições temporárias de fotografia com foco na região
- documentação sobre medicina popular e etnografia local
- uma escala humana que não intimida nem cansa



