Localização de Frauga - Loja de Ecomuseu

Frauga - Loja de Ecomuseu

onde a terra de miranda conta a sua própria história

Num canto de Picote, aldeia do planalto mirandês, uma loja guarda o que os campos e as memórias desta fronteira foram acumulando durante séculos. O projeto chama-se Frauga e é a face urbana do Ecomuseu Terra Mater, um espaço que nasceu da requalificação da aldeia e do apoio à cultura mirandesa, com tudo o que isso implica: língua própria, saberes agrícolas, biodiversidade de Trás-os-Montes.

A exposição de arranque chamava-se "Cultibos, Yerbas i Saberes", em mirandês, e já dizia tudo sobre o território. Não é um museu de vitrines empoeiradas. É um centro de interpretação que toma a sério o que aqui se cultivou, colheu e transmitiu, do pão ao grão, das ervas às sementes. Durante as obras da aldeia apareceram berrões da Idade do Ferro, achados arqueológicos que confirmam que Picote tem camadas por baixo das camadas.

Visitar a Frauga é perceber Miranda do Douro a partir de dentro, não a partir do miradouro do canhão ou da fotografia da catedral. A terra de Miranda tem uma língua que não é portuguesa nem espanhola, tem paisagem de planalto que empurra para o rio, e tem esta loja-ecomuseu onde a cena local existe para quem quiser entender.

território com língua própria

O mirandês aparece aqui sem cerimónia. Nos títulos das exposições, nos projetos, na forma como a Frauga comunica o que faz. É uma das poucas línguas reconhecidas em Portugal além do português, falada por poucos milhares de pessoas neste pedaço de Trás-os-Montes junto à fronteira espanhola.

Os "Encontros da Primavera", as atividades de biodiversidade, os percursos pela aldeia de Picote, os ateliês de brinquedos tradicionais: tudo aponta para uma comunidade que tenta preservar o que tem sem o congelar em museu. É diferente de ir ver uma exposição. É entrar num projeto vivo, mesmo que a agenda seja discreta.

o que vais encontrar

  • uma loja-ecomuseu ligada à aldeia de Picote e ao planalto mirandês
  • exposições sobre agricultura, ervas e saberes tradicionais desta fronteira
  • materiais e referências à língua mirandesa
  • programa cultural esporádico com ateliês e encontros sazonais
  • ponto de partida para percursos pela aldeia e pelos arredores do Douro internacional

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