Museu Monográfico da Cidade Romana de Ammaia
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Museu Monográfico da Cidade Romana de Ammaia

uma cidade romana debaixo dos pés, a sério

Estás num vale do Parque Natural da Serra de São Mamede. As ruínas que vês à volta não são decoração de museu: são os restos de uma cidade romana com fórum, termas, porta monumental e anfiteatro. A Ammaia foi capital de um território enorme, ligada por estradas romanas à própria Mérida, e hoje há arqueólogos a escavar activamente enquanto tu visitas.

O museu está instalado na Quinta do Deão, um edifício que assenta literalmente sobre uma área habitacional romana. Parte das ruínas estão por baixo do chão onde pisas. Isso não é uma metáfora.

O anfiteatro identificado em 2019 é o quinto conhecido em toda a província da Lusitânia, a par de Mérida, Conímbriga, Cáparra e Bobadela. Não é um dado menor para um vale que a maior parte das pessoas passa sem parar.

A coordenação científica está a cargo da Universidade de Évora, e o sítio funciona como laboratório de métodos não destrutivos de arqueologia: georadar, sensoriamento remoto, fotografia aérea. Vens ver o passado romano e encontras o presente da investigação arqueológica europeia. A Serra de São Mamede fecha o horizonte em redor, e isso dá-lhe uma escala que os museus de cidade não conseguem imitar.

o que deu origem à cidade

Fundada provavelmente no tempo de Augusto, a Ammaia cresceu por dois motivos concretos: estava num cruzamento de vias romanas e tinha ouro e quartzo na região. Ganhou estatuto de município, expandiu-se com fórum, templo e termas públicas, e o seu território administrativo cobria grande parte do actual distrito de Portalegre, estendendo-se ainda para Espanha.

O declínio veio nos séculos V a IX. O povo trocou o vale pela rocha: foi para Marvão, que ainda hoje está lá em cima. Durante séculos, as pedras da Ammaia serviram de material de construção para igrejas de Portalegre e arredores. Em 1710, um dos portais foi para o Castelo de Vide. Em 1852, vinte estátuas foram vendidas para Inglaterra. O sítio foi classificado Monumento Nacional em 1949, mas as escavações sistemáticas só arrancaram em 1994.

vai preparado para

  • ruínas ao ar livre com estruturas visíveis: muralha, cardo, podium do templo, termas
  • um anfiteatro romano recém-identificado, o quinto da Lusitânia
  • investigação activa em curso, não apenas exposição estática
  • colecção de peças com programa rotativo ("12 Meses, 12 Peças")
  • terreno irregular e sol aberto fora do edifício do museu

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