Candal
Portuguese_eyes CC BY-SA 2.0 · flickr.com
Candal
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Candal

a aldeia do xisto que está mesmo ao pé da estrada

As aldeias do xisto da serra da Lousã têm quase todas uma exigência implícita: deixas o carro algures e sobes a pé, ou desces a pé, ou conduzes mais cinco quilómetros de estrada estreita. O Candal é a excepção. Fica encostado à Estrada Nacional que liga a Lousã a Castanheira de Pera, páras à porta, e a aldeia abre-se em anfiteatro voltado a sul logo a seguir à berma. Sem surpresa, é das mais visitadas da serra.

A disposição voltada a sul não é decisão estética. Numa serra onde o inverno é longo e a humidade sobe dos vales, esta orientação faz a diferença entre uma casa habitável e uma casa fria. O xisto encaixou-se entre castanheiros, em socalcos íngremes que sobem até ao miradouro. A Ribeira do Candal atravessa a aldeia por um dos lados e forma, mesmo no meio das casas, uma piscina natural. Não é metáfora: é literalmente uma poça da ribeira que se transformou em zona de banhos, com águas renovadas pelas nascentes que vêm do xisto. Em agosto continua fria.

Pela ribeira acima, com cerca de meia hora de caminhada pela floresta, está a Cascata do Candal. Pela Ribeira de São João abaixo, encontras a Praia Fluvial Nossa Senhora da Piedade. O Candal é também ponto de partida ou de chegada para o Trilho da Levada, que segue por dentro da floresta acompanhando os antigos canais que conduziam a água aos moinhos. Javalis e veados aparecem ao entardecer com frequência, sobretudo se andares devagar.

vai sabendo que

  • estaciona-se à beira da estrada e a aldeia começa ali
  • a piscina natural fica no meio das casas, alimentada pela ribeira do Candal
  • a Cascata do Candal fica a cerca de meia hora a pé pela floresta; o regresso é subida
  • veados e javalis aparecem ao entardecer, sobretudo se andares devagar

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