a primeira que se menciona, a primeira que se enche
O Talasnal nunca ficou completamente vazio. Quando as outras aldeias do xisto da serra perdiam os últimos habitantes, ali ficou um casal, a Ti Lena e o marido, e essa permanência segurou a aldeia até chegar a recuperação. Hoje a Ti Lena já não vive lá, mas o restaurante na aldeia herdou o nome dela. O xisto à volta foi sendo reabilitado casa a casa, e o que era ruína passou a aldeia de pé.
É hoje a mais visitada das aldeias do xisto da Lousã, a tal que toda a gente recomenda primeiro. Ruelas estreitas a fazer cotovelos, fonte e tanque a meio, casas de xisto escuro a serpentear pela encosta, e do alto vê-se o castelo da Lousã pousado no vale. Em fim de semana de bom tempo, espera fila de carros à entrada e gente nas ruas. Em dia útil de inverno, fora-de-época, tem o silêncio que esperarias, e o cabrito ao forno no Ti Lena dá motivo para subir.
A subida faz-se em estrada estreita e parte do percurso é em terra batida; sai-se da Lousã pela estrada da serra e são cerca de 12 km. Estaciona-se na eira de cima e desce-se a pé pelas ruelas. Não esperes encontrar uma aldeia abandonada nem um cenário só teu: o Talasnal há muito que não é segredo. Mas se vieres antes das dez da manhã, ou em dia de chuva, ou fora-de-época, a serra devolve-te quase tudo o que o cartaz turístico promete.
vai sabendo que
- a estrada de subida tem troço em terra batida; espera buracos
- estaciona-se na eira de cima e desce-se a pé pelas ruelas
- ao fim de semana e em feriado de verão vai cheia; vai cedo ou em dia útil
- o restaurante Ti Lena tem o nome da última habitante nativa do Talasnal





