onde o Adamastor vigia o Tejo há séculos
Um gigante de pedra está plantado no meio do terraço, de costas para a cidade e de frente para o rio. Não é decoração, é o Adamastor de Camões, o monstro do Cabo das Tormentas, e ninguém te avisa a chegada. Encontras-o antes de ver a vista.
A vista é o Tejo quase todo. Cais do Sodré lá em baixo, a Ponte 25 de Abril ao centro, o Cristo Rei do outro lado. No outono, o sol desce exactamente atrás da ponte e o terraço enche de gente parada a ver. Não é exagero: acontece mesmo assim.
Ao fim da tarde aparecem músicos, sem cartaz nem hora marcada. A mistura que fica sentada pelas bordas do terraço é o retrato da cidade: jovens do bairro, turistas que subiram pelo Elevador da Bica desde o Cais do Sodré, famílias, casais. O edifício amarelo mesmo ao lado é o Museu da Farmácia.
Há uma tradição que vem do século XVI: era daqui que se viam partir os navios. O Adamastor ficou. A cidade mudou à volta dele, mas o ângulo sobre o rio é o mesmo.
o que vais encontrar
- o Adamastor de pedra no centro do terraço, grande e sem aviso
- vista sobre o Tejo, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei
- músicos de rua ao fim da tarde, sem programa fixo
- pôr do sol atrás da Ponte 25 de Abril no outono
- acesso pelo Elevador da Bica a partir do Cais do Sodré



