onde portugal começou, ou pelo menos é o que diz a pedra
Há uma frase gravada na memória colectiva portuguesa que este sítio reivindica com convicção: "aqui nasceu Portugal". O Castelo de Guimarães não é apenas uma fortaleza medieval bem conservada. É o argumento físico de uma fundação, o sítio que a narrativa nacional escolheu para ancorar as suas origens no século XII.
A estrutura que vês hoje resulta de várias campanhas construtivas ao longo dos séculos, com um papel central atribuído ao Conde D. Henrique de Borgonha no final do século XI. Foi aqui, ou nas suas imediações, que D. Afonso Henriques terá crescido antes de se tornar o primeiro rei de Portugal. O castelo partilha o Monte Latito com outros dois monumentos nacionais: a Igreja Românica de S. Miguel, associada ao baptizado de D. Afonso Henriques, e o Paço dos Duques de Bragança, construído já no século XV.
Subir às torres dá-te uma leitura diferente da cidade. Guimarães estende-se lá em baixo com o seu centro histórico intacto, classificado pela UNESCO, e percebe-se de imediato porque é que este monte foi escolhido para dominar o território.
o conjunto do monte latito
O castelo por si só já justifica a visita, mas o que torna este sítio distinto é a densidade histórica concentrada num único espaço elevado. Em poucos metros passas da fortaleza à igreja românica ao palácio ducal, três camadas de poder e devoção sobrepostas entre os séculos XI e XV.
A Igreja de S. Miguel do Castelo é pequena, quase desproporcional ao peso simbólico que carrega. A associação ao baptizado de D. Afonso Henriques é tradicional, não documentada com certeza, mas isso não diminui o impacto de estar ali dentro, com o chão de lápides medievais mesmo debaixo dos pés.
o que vais encontrar
- torres e muralhas que se podem percorrer com vista sobre a cidade
- a Igreja de S. Miguel a poucos metros, com interior austero e lápides no pavimento
- o Paço dos Duques logo ao lado, com colecção permanente de artes decorativas e armas
- jardins no monte que ligam os três monumentos entre si
- grupos escolares e recriações históricas com alguma frequência, especialmente em época de visitas organizadas




