Sé da Guarda
Pedro from Maia (Porto), Portugal CC BY 2.0 · Wikimedia Commons
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Sé da Guarda

granito, torres octogonais e cento e cinquenta anos de obra

À frente, torres octogonais pesadas e granito da serra a perder de vista. A Sé da Guarda parece mais fortaleza do que catedral, e essa leitura não é exagero: na cidade mais alta de Portugal, junto à fronteira, a igreja foi pensada para resistir.

A construção começou em 1390, no reinado de D. João I, por iniciativa do bispo Vasco de Lamego. Arrastou-se durante cento e cinquenta anos e só ficou concluída por volta de 1540, já em pleno período manuelino. Esse atraso é hoje o seu maior valor: a Sé acumula em camadas o gótico tardio (influência do estaleiro da Batalha) e o manuelino (relacionado com a arte de Diogo de Boitaca). Trabalharam aqui Huguet, Boitaca, Marcos Pires e os filhos de Mateus Fernandes.

O interior tem planta em cruz latina, três naves escalonadas e abóbadas de ogiva e em estrela que descarregam em arcobotantes exteriores. O retábulo-mor é o que muita gente vem ver: foi esculpido em pedra de Ançã por João de Ruão na década de 1550, tem mais de cem imagens e conta a Vida de Cristo em registos sobrepostos. É um dos melhores conjuntos escultóricos do renascimento em Portugal.

A Sé está na Praça Luís de Camões, no topo do centro histórico. Em frente fica o antigo Paço da Câmara, do século XVIII, e à volta a muralha medieval com a Torre dos Ferreiros. Quando saíres, a Beira Alta abre-se em volta.

o que encontras cá dentro

  • a fachada com torres octogonais de granito, com ar de igreja-fortaleza
  • planta em cruz latina com três naves escalonadas, transepto saliente e arcobotantes exteriores
  • abóbadas de ogiva, em estrela e polinervadas, da influência do estaleiro da Batalha
  • o retábulo-mor de João de Ruão, em pedra de Ançã, com mais de cem imagens da Vida de Cristo
  • o portal lateral renascentista, ao lado do portal principal gótico

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