Localização de Museu de Arte Sacra da Catedral de Évora

Museu de Arte Sacra da Catedral de Évora

a virgem do paraíso abre-se como um tríptico

É a peça que define a visita. Uma pequena imagem medieval da Virgem com o Menino, em marfim e prata, com o corpo articulado: abre-se como um tríptico para revelar minúsculas cenas esculpidas da vida da Virgem. É única na Península Ibérica. Está no Museu de Arte Sacra desde a fundação do tesouro, em 1930, e continua a ser o motivo pelo qual muita gente vem cá especificamente.

O museu ocupa hoje o antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício setecentista contíguo à catedral. Foi aqui que funcionou a Escola de Música da Sé a partir do século XVIII. Em 2009, depois de remodelado, o espaço passou a acolher as colecções de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura que constituem o Tesouro da Catedral. A casa em si vale a visita: dois pisos, capela, corredores e celas, com peças distribuídas pelo conjunto.

O arcebispo D. Manuel Mendes da Conceição Santos foi quem instituiu o Tesouro de Arte Sacra em 1930, na Sala do Capítulo da catedral. Em 1983, durante o VII Centenário da Sé, o museu foi inaugurado em moldes mais amplos, ainda dentro da própria catedral. A mudança para o Colégio dos Moços, em 2009, deu-lhe o espaço actual.

Além da Virgem do Paraíso, destacam-se a Cruz-Relicário do Santo Lenho, em prata dourada coberta de pedras preciosas (século XIV); o báculo do Cardeal D. Henrique, arcebispo de Évora e mais tarde rei de Portugal; e a galeria dos arcebispos, com retratos de todos os prelados eborenses desde 1540 até hoje. A visita faz-se em ligação directa com a Sé de Évora, o claustro gótico e o terraço da catedral, que tem a melhor vista da cidade.

o que encontras cá dentro

  • a Virgem do Paraíso, escultura medieval em marfim e prata, com o corpo a abrir como tríptico
  • a Cruz-Relicário do Santo Lenho, do século XIV, em prata dourada com pedras preciosas
  • o báculo do Cardeal D. Henrique, arcebispo de Évora e rei de Portugal
  • a galeria de retratos dos arcebispos eborenses, desde 1540 até à actualidade
  • colecções de paramentaria, ourivesaria, escultura e pintura distribuídas por dois pisos do antigo Colégio dos Moços do Coro
  • o próprio edifício setecentista, recuperado para receber o museu desde 2009

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