um maestro, uma fábrica e a memória de são jorge
As paredes são as da antiga Fábrica de Conservas Marie d'Anjou. O edifício guardou peixe durante décadas; agora guarda outra coisa: a memória musical, industrial e etnográfica de uma ilha que muita gente sobrevoa a caminho de outra.
O Museu Francisco de Lacerda leva o nome de um maestro e compositor jorgense que fez carreira sobretudo em Paris e se tornou a figura cultural mais referenciada da ilha. Dentro do museu encontras isso: o universo de Lacerda, a música erudita e popular dos Açores, o universo das bandas filarmónicas que ainda hoje são uma força social em São Jorge. São camadas que se sobrepõem sem se anularem.
A componente industrial não é decorativa. A fábrica de conservas é o sítio em si, e isso sente-se na estrutura do espaço. Não é um museu que acontece num edifício histórico por acidente; é um museu que cresce a partir do que o edifício foi, com a indústria conserveira como tema próprio ao lado da música.
Em Calheta, este é o ponto onde a ilha para e te conta qualquer coisa sobre si mesma. Sais com uma ideia de São Jorge que não vem nos trilhos.
o que vais encontrar
- as ruínas reconvertidas da fábrica Marie d'Anjou como estrutura do espaço
- acervo sobre Francisco de Lacerda, compositor de carreira europeia nascido nesta ilha
- núcleo dedicado às bandas filarmónicas açorianas
- exposições temporárias e auditório para eventos
- centro de documentação e zonas de lazer interior e exterior




