o edifício mais estranho da Península Ibérica
Tem a forma de um pentágono irregular em granito e ninguém sabe ao certo quando foi construído. Os especialistas divergem entre os séculos XII e XV. O que se sabe é que a Domus Municipalis teve sempre duas funções em simultâneo: cisterna de água no piso de baixo, câmara municipal no piso de cima. Dois sítios distintos empilhados um sobre o outro, em pedra que sobreviveu a tudo.
O piso superior é uma galeria aberta por arcadas em todas as fachadas, corrida por um banco de pedra ao longo das paredes. Era aqui que os "homens-bons" de Bragança se reuniam para tratar dos assuntos da municipalidade. Debaixo do pavimento, rasgado por três aberturas quadrangulares com grades, está a cisterna abobadada. A água e o poder municipal a partilhar o mesmo edifício durante séculos.
O nome que conhecemos é do século XIX. Antes chamavam-lhe "cisterna" ou "sala de água", o que diz tudo sobre as prioridades de quem a construiu. Monumento Nacional desde 1910, foi restaurada em 1932 com demolição dos edifícios à volta para lhe dar mais destaque. Fica na Cidadela de Bragança, ao lado da Igreja de Santa Maria, num dos centros históricos mais intactos do Norte.
É um sítio pequeno e sem paralelo. Não há nada igual na Península Ibérica, o que para um edifício sem data de construção confirmada é uma distinção pouco comum.
o que vais encontrar
- planta pentagonal irregular em granito, única na Península Ibérica
- cisterna abobadada no piso inferior, visitável
- banco de pedra corrido ao longo das paredes da galeria superior
- arcadas abertas em todas as fachadas, com luz natural directa
- freixo centenário junto ao edifício



