Museu do Abade de Baçal
Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons

Museu do Abade de Baçal

o museu que o abade construiu peça a peça

Francisco Manuel Alves, o Abade de Baçal, passou anos a recolher tudo o que contava a história do Nordeste Transmontano. Estelas funerárias, machados da Idade do Bronze, máscaras rituais, moedas romanas. Quando saiu da direcção, em 1935, o nome da instituição já era o dele.

O edifício é o antigo Paço Episcopal de Bragança, classificado desde 1986, com um jardim que apanha de surpresa quem entra sem saber. Lá dentro, o Museu do Abade de Baçal salta do neolítico para a arte sacra barroca, depois para desenhos de Almada Negreiros e ourivesaria civil do século XVIII. Não é confusão, é estratificação.

A colecção de máscaras transmontanas merece atenção demorada. São objectos de ritual, ligados ao ciclo festivo da região, e têm uma presença que não se explica bem em palavras. Vês e percebes.

Se vens a Bragança e passas aqui meia hora, fizeste mal as contas. O Nordeste Transmontano tem uma espessura histórica que este museu deixa ver camada a camada, num paço episcopal que ainda sabe a paço episcopal.

o que vais encontrar

  • o pluvial quinhentista, raro e em bom estado
  • as estelas funerárias romanas com inscrições ainda legíveis
  • o contador indo-português do século XVII, vindo do legado Sá Vargas
  • as máscaras transmontanas, que ocupam espaço próprio e impõem-se
  • o jardim do paço, sossegado e fácil de ignorar por engano

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