o museu é o rio, não um edifício
Ao princípio fica a achar que isto é uma confusão de nomes. Procuras um museu e o que está no mapa é um centro de acolhimento pequeno, com algum multimédia lá dentro, e depois é sair e caminhar. A exposição é o próprio rio.
O Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez ocupa um troço de cerca de 20 quilómetros entre a foz e a Ponte de Vilela, uma ponte medieval. Ao longo do percurso, painéis informativos sinalizam o que estás a ver: fauna, flora, açudes antigos, pontes, vestígios do que as pessoas construíram para tirar partido da água. Não é um passeio que se faça num par de horas se o quiseres percorrer todo. A maior parte das pessoas faz troços.
O ponto de partida razoável é o Centro de Interpretação e Acolhimento, o antigo edifício do Fluvivez, na margem esquerda do rio em plena vila. Pegas em informação, percebes onde estão os observatórios e os açudes intervencionados, e sais. O símbolo do museu é o melro d'água, uma ave que só fica em rios limpos. Se o avistas em algum dos troços, isso por si só responde a metade das perguntas sobre a saúde do Vez.
Funciona melhor em primavera e início de outono, com o caudal vivo e as margens verdes. No verão seco perde força visual, no inverno cheio alguns pontos ficam menos acessíveis. Vai com calçado que dê para andar.
o que vais encontrar
- centro de interpretação pequeno, com multimédia, na vila
- 20 km de ecovia sinalizada entre a foz do Vez e a Ponte de Vilela
- nove açudes recuperados ao longo do troço
- observatórios de fauna, um deles a oito metros de altura em Santar
- o melro d'água, se tiveres sorte e olho




