Praia de Arrifana
Geerd-Olaf Freyer from Aachen, Deutschland CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons

Praia de Arrifana

entre falésias de xisto e o fim do mundo a sul

Oitocentos metros de areia dourada encaixados numa baía que parece desenhada a compasso. As falésias de xisto sobem dos dois lados, altas o suficiente para cortar parte do vento atlântico e tornar o lugar habitável mesmo quando o mar está bravo. É essa forma de concha que faz a Arrifana diferente das praias abertas da Costa Vicentina: há um abrigo relativo que não é habitual nesta costa.

Para chegar ao areal, desces da aldeia pela estalagem apertada da encosta, ou pela escadaria, ou pedes boleia aos buggies que fazem a ligação para quem tem dificuldade. A aldeia fica lá em cima. O porto de pesca pequeno encosta-se ao lado norte da praia, fora do olho dos banhistas mas ali à beira.

Ao sul, a Pedra da Agulha corta o horizonte como o nome promete: um pilar de rocha negra isolado no mar, junto à base da falésia. Quem olha para norte vê a Ponta da Atalaia no topo do penhasco, com a ruína da Fortaleza da Arrifana erguida em 1635, destruída pelo sismo de 1755 e devolvida ao abandono pouco depois. A entrada foi restaurada em 2007, mas o resto ficou como ficou. Daqui de cima a perspectiva sobre a baía é total.

o que vais encontrar

  • areia dourada com faixa de calhau junto à água em alguns pontos
  • falésias de xisto que mudam de cor com a luz do fim do dia
  • a Pedra da Agulha ao sul e a Fortaleza em ruína ao norte
  • bandeira azul e vigilância na época estival

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