ruína no topo do morro, e é mesmo isso
Sobes pela parte velha da vila, ruas estreitas, calçada irregular, e o castelo aparece no fim. Não esperes um monumento restaurado com bilheteira e audioguia. O que ficou são panos de muralha, dois torreões, e um recinto aberto no topo do morro. Está sempre acessível, não há horários, não há porteiro, não há nada a pagar.
A vista é o motivo principal para subir. Daqui em cima vê-se o vale do rio Aljezur, a parte nova da vila do outro lado, a planície agrícola a perder de vista, e a oeste adivinha-se a faixa de mar da costa vicentina. Em dias limpos, a leitura da geografia do concelho faz-se em cinco minutos: percebes onde estão as serras, onde está o mar, e porque é que esta vila foi construída exactamente aqui.
A subida custa um bocado, sobretudo se trazes crianças ou se o sol está em cima. Vai cedo de manhã ou ao fim da tarde, especialmente no verão. O recinto não tem sombra a sério, apenas o que conseguires arranjar encostado a uma muralha. Em dias de vento (e ali há vento quase sempre) leva uma camisola, mesmo em agosto.
Não fiques só pelo topo. A descida pelo outro lado mete-te de novo nas ruas velhas e dá para fazer um pequeno circuito pela parte alta da vila, com igrejas e casas brancas que valem o desvio. O castelo é o pretexto. A vila à volta é o programa.
a cena toda
- aberto sempre, sem porteiro nem bilheteira
- subida curta mas a sério, calçada irregular
- vista de 360º sobre o vale e a costa vicentina ao longe
- zero sombra no topo, leva água e chapéu no verão
- vento quase garantido, mesmo em pleno agosto




