a praia que rouba o nome à aldeia da outra margem
O rio Mente entra em Portugal vindo de Espanha e, durante alguns quilómetros, demarca a fronteira entre Vinhais e Chaves. A praia aproveita esse trecho: a água foi represada num ponto onde o vale se abre o suficiente para caber uma zona de banhos, ao pé da ponte de Sandim-Segirei. O parque de lazer, com bar, sanitários, parque infantil e grelhadores, fica do lado de Vinhais. A aldeia que dá nome (Segirei) está na margem oposta, já no concelho de Chaves. Estás dentro do Parque Natural de Montesinho.
A água é sempre fresca, mesmo em agosto. Pouca profundidade na zona da represa, o que torna a praia segura para miúdos. O fundo é de areia e pedra arredondada. A envolvência é o argumento principal: encostas íngremes, carvalhal, o som contínuo da corrente a passar a barragem.
Logo a seguir à praia, no leito do rio, brotam águas minero-medicinais ferrosas, levemente gaseificadas. São as conhecidas Águas de Segirei. Há captação no local se quiseres provar.
Um aviso: o caudal do Mente não é garantido. Em anos de seca a praia reduz-se a um charco e ninguém aparece. Antes de fazer a viagem (e por estradas de aldeia, qualquer ponto de partida está longe), confirma que vai haver água.
a cascata do outro lado
A pouca distância da praia, já em território espanhol, fica a Cascata da Cidadela. A fronteira ali é mais administrativa do que real: a cascata é tratada como parte de Segirei pela gente da aldeia, e foi sempre ponto de água e convívio. Chega-se a pé pelos caminhos antigos do contrabando.
O trilho circular que liga praia e cascata tem cerca de 14 km e passa pela aldeia espanhola de Soutochão. É moderado, pelos antigos caminhos de fronteira, com muros de pedra a marcar a passagem. Não vais para a praia e fazes o trilho no mesmo dia. Escolhe.
vai preparado para
- pouco caudal em anos de seca
- bar só aberto em agosto, com horário inconstante
- viagem longa por estradas pequenas
- grelhadores de apoio se chegares cedo
- água fresca mesmo em pleno verão



