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Aquamuseu do Rio Minho

um rio inteiro dentro de quatro paredes

Quarenta espécies vivas. Aquários que chegam aos seis mil litros. E uma ideia simples mas bem executada: percorreres o Minho de ponta a ponta sem saíres do sítio. O Aquamuseu do Rio Minho organiza tudo por sequência geográfica, da nascente em Lugo até à foz em Caminha, com o rio a ganhar volume e complexidade à medida que avanças pelas salas.

O que distingue este espaço de um aquário genérico é o contexto. Não estás a ver peixes em abstracto: estás a ver o que vive num rio que tens mesmo ali do outro lado da parede, a fronteira natural com a Galiza. O salmão, a lampreia, a truta, o sável. Espécies com história de pesca e de mesa neste território, não apenas etiquetas científicas numa montra.

Há ainda um lontrário e um Museu das Pescas, que coloca em cena os utensílios e as práticas de quem viveu do Minho durante gerações. A dimensão etnográfica equilibra a científica e evita que o lugar pareça só um laboratório com bilhete de entrada.

Fica junto à margem, no Parque de Lazer do Castelinho. Sais daqui com o rio a fazer mais sentido do que quando entraste, e com Cerveira à espera logo a seguir.

a ciência por trás do espaço

O projecto nasceu em 1991 por proposta do investigador Carlos Antunes, mas só abriu portas em 2005. No intervalo, a Universidade do Porto entrou com peso científico: o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental colaboraram na concepção do espaço.

Essa ligação académica nota-se. O Aquamuseu tem programa de estágios, publicações próprias e um Simpósio Ibérico que junta investigadores dos dois lados do Minho. Não é um museu que parou em 2005: há investigação activa sobre o rio e as suas espécies.

o que vais encontrar

  • aquários ordenados por troço do rio, da nascente espanhola à foz portuguesa
  • 40 espécies vivas, incluindo lampreia e salmão com contexto local
  • lontrário com animais vivos
  • Museu das Pescas com artes e utensílios tradicionais do Minho
  • espaço junto ao rio, integrável numa volta pelo Parque do Castelinho

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