a peste deu o voto, são sebastião deu o nome
No largo da Matriz, o que vês primeiro é o contraste: cantaria calcária branca cortada por blocos de basalto negro nos portais. A pedra branca veio do continente para a campanha manuelina do século XVI; a negra é da ilha e chegou no XVIII, com a reforma barroca. Convivem sem se misturarem.
Esta não é a sé do arquipélago, essa fica em Angra. É a Matriz, Igreja de São Sebastião. Foi construída por voto popular: entre 1523 e 1531 uma peste assolou São Miguel e, quando passou, a vila prometeu uma igreja a sério ao santo intercessor. As obras ocorreram entre 1531 e 1547, com auxílio dos reis D. João III e D. Sebastião. São Sebastião ficou padroeiro da cidade.
Os três portais manuelinos sobrevivem dessa campanha original, com as armas reais e o escudo das setas do martírio. No portal sul há dois bustos identificados como D. João III e D. Catarina. Por dentro, o XVIII deixou a sua marca em talha dourada joanina. Anexo à igreja há um pequeno museu de arte sacra com paramentos bordados a ouro e peças de ourivesaria, incluindo vestes que pertenceram a John Grandisson, bispo de Exeter no século XIV.
As Portas da Cidade ficam a poucos passos e a marginal logo abaixo. Quando saíres, Ponta Delgada está lá toda.
o que encontras cá dentro
- a fachada com cantaria calcária branca e remates barrocos de basalto negro da ilha
- os três portais manuelinos com as armas reais e o escudo das setas de São Sebastião
- no portal sul, os bustos identificados como D. João III e D. Catarina
- a talha dourada joanina no interior, do século XVIII
- o pequeno museu anexo de arte sacra, com paramentos bordados a ouro e ourivesaria



