a costa vicentina sem o cartaz da costa vicentina
Chegas pelo caminho de terra batida, estacionas onde calha, desces. Não há paredão, não há esplanada, não há fila de chapéus alugados. É essa a primeira coisa que se nota no Malhão: a infraestrutura simplesmente não está lá, e isso é o ponto.
A praia estende-se por uma língua longa de areia entre arribas, dentro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Os trilhos por cima das falésias ligam-se ao percurso costeiro que atravessa o parque, e em dias de vento bom há sempre surfistas. O mar aqui não é para banhos contemplativos: tem corrente, tem ondulação, e tem o respeito que se deve a qualquer praia vicentina aberta de frente para o Atlântico.
Em agosto enche, mas enche distribuído, porque a praia é longa e os acessos são vários. Se desces pelo acesso norte ficas com uma versão; pelo sul, outra. Fora da época, é quase só tu, o vento e quem anda por ali com a prancha debaixo do braço.
vai preparado para
- caminho de terra até ao parque, sem asfalto até ao fim
- vento forte de norte, quase sempre, mesmo no verão
- ondulação séria
- pôr-do-sol em cima das arribas, fica para isso





