Cabo Sardão
Aleksandr Zykov CC BY-SA 2.0 · flickr.com
Cabo Sardão
Aleksandr Zykov CC BY-SA 2.0 · flickr.com
Cabo Sardão
Aleksandr Zykov CC BY-SA 2.0 · flickr.com

Cabo Sardão

o ponto onde a costa alentejana acaba

Um edifício baixo, branco, com telhados discretos. É assim o farol do Cabo Sardão, construído em 1915 numa torre de dezassete metros que não se impõe à paisagem. Quem chega a pensar que vai ver uma estrutura imponente fica surpreendido. E depois repara que o farol está virado de costas para o mar.

A surpresa maior fica nas falésias. O Cabo Sardão é a maior proeminência da costa ocidental entre Sines e o cabo de São Vicente, com escarpas quase verticais de cerca de trinta e cinco metros sobre o Atlântico. Daqui vê-se a linha de horizonte sem obstáculos e a água de um azul denso a rebentar em branco lá em baixo. O miradouro fica junto a uma dessas falésias, e há um circuito pedestre que percorre as arribas durante um bom trecho.

o fenómeno que não existe em mais lado nenhum

As cegonhas nidificam aqui nas falésias marítimas. Não em telhados, não em postes, não em campanários. Nas falésias. Vieram ocupar os ninhos da águia-pesqueira e ficaram. É um fenómeno registado como único no mundo, e é visível daqui de cima, com os ninhos encravados na rocha e os bandos a planar sobre o oceano.

O contexto ajuda a perceber o lugar: o Cabo Sardão fica dentro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, perto da aldeia do Cavaleiro, entre Almograve e Zambujeira do Mar. O acesso é rodoviário mas o terreno envolvente exige atenção, com zonas de areão e percursos junto ao limite das escarpas. Vem com calçado com aderência.

vai preparado para

  • escarpas sem grades em boa parte do percurso
  • cegonhas a planar ao nível dos olhos
  • um farol que dá de costas ao mar
  • vento constante, mesmo em dias de sol

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