o legado da expo que ainda funciona
Fica no Parque das Nações, no que era o Pavilhão dos Oceanos da Expo 98. Quando a Expo acabou, quase tudo o que ficou no recinto sobreviveu por inércia ou virou outra coisa; o Oceanário ficou exactamente como tinha sido pensado, e continua a ser a peça do recinto que melhor envelheceu. Edifício isolado sobre a água, ligado à doca por uma passadeira, do arquitecto americano Peter Chermayeff.
O conceito é simples e ainda funciona: um tanque central enorme, com quatro habitats periféricos à volta, cada um a representar um oceano (Atlântico Norte, Antárctico, Pacífico Temperado, Índico Tropical). Andas por dois pisos, vês primeiro a superfície (com pinguins, lontras, vegetação), depois desces e ficas debaixo de água, com vidros que dão para o mesmo tanque grande mas a partir de profundidades diferentes. A ilusão de continuidade entre os habitats é o truque arquitectónico que o torna diferente de qualquer outro oceanário.
O Oceanário funciona como instituição de investigação em biologia marinha, não apenas como atracção. Tem programa de conservação activo, financia projectos, gere o InAqua Observatório. Isso nota-se na curadoria: a informação sobre cada espécie tem peso, e o tom não é de parque de diversões.
Vai cedo, mesmo. A primeira hora (10h) é a janela em que consegues estar à frente do tanque central sem fila de gente nem grupos escolares. A partir do meio da manhã enche, e o efeito mágico de ficar sozinho com um peixe-lua de dois metros a passar à tua frente deixa de ser possível.
vai preparado para
- fila à entrada se chegares depois das 11h, mesmo em dias úteis
- duas horas de visita confortável, três se quiseres parar a ver com calma
- pouca luz nos tanques (toma cuidado com escadas)
- temperatura fresca dentro, leva camisola mesmo no verão
- programa paralelo activo (exposições temporárias, concertos para bebés, noites com tubarões)



