Castelo de São Jorge
Robert Nyman CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Castelo de São Jorge

a colina mais alta de lisboa, ocupada há dois mil anos

No topo da colina mais alta do centro histórico, com vista sobre a baixa e o estuário do Tejo, o castelo é o ponto onde a história de Lisboa começa, em sentido literal. As primeiras muralhas datam do século II a.C., e o local foi sucessivamente ocupado por povos diferentes ao longo de mais de dois mil anos. A fortificação muçulmana entre os séculos VIII e XII deu a estrutura que ficou no essencial até à Idade Média, e foi nesse castelo que D. Afonso Henriques entrou em 1147.

O nome actual vem do século XIV, quando D. João I dedicou o castelo a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros. Funcionou como paço real durante séculos, antes de a corte se mudar para o Paço da Ribeira na zona baixa da cidade. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910. O conjunto que vês hoje resulta em grande parte de uma campanha de reconstrução do século XX, que reergueu muralhas e torres a partir do estado de ruína em que estavam. Por isso o aspecto medieval do conjunto não é preservação contínua desde a Idade Média, mas reconstituição do século passado, sobre a planta histórica.

Lá dentro há três zonas a explorar: a alcáçova, com torres e adarves transitáveis e a vista panorâmica sobre Lisboa; o núcleo arqueológico, com vestígios autênticos da Idade do Ferro à ocupação muçulmana; e o que resta do paço real. A Torre de Ulisses tem uma câmara escura que projecta imagem ao vivo da cidade em 360 graus. Os jardins têm pavões à solta. Duas a três horas dão para fazer o conjunto com calma.

A vista é o motivo principal para muita gente subir, e está entre as melhores de Lisboa, com a baixa pombalina aos teus pés, o Tejo a sul, e os telhados a perder de vista.

a cena toda

  • colina ocupada há mais de dois mil anos, primeiras muralhas do século II a.C.
  • conjunto reconstruído nos anos 40 do século XX sobre a planta histórica
  • núcleo arqueológico autêntico, com vestígios da Idade do Ferro à muçulmana
  • vista panorâmica sobre a baixa de Lisboa, Tejo e estuário
  • câmara escura na Torre de Ulisses e pavões nos jardins

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