Museu Maritímo de Ílhavo
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Museu Maritímo de Ílhavo

o bacalhau como não o viste no prato

Ílhavo mandava homens para a Terra Nova e a Gronelândia quando isso ainda era uma aventura sem rede de segurança. O Museu Marítimo de Ílhavo nasceu em 1937 da vontade dessas mesmas gentes de guardar o que tinham vivido, e isso nota-se: não é um museu construído de fora para dentro, é um museu que brotou de dentro de uma comunidade.

O edifício actual, inaugurado em 2001, é obra do gabinete ARX Portugal e vale já a visita por si. Dentro, as exposições permanentes dividem-se por três eixos que definem Ílhavo: a pesca do bacalhau nos mares do Norte, as fainas da Ria de Aveiro e a diáspora das gentes daqui pelo litoral português.

O museu tem um aquário de bacalhaus, o que soa estranho até perceberes que faz todo o sentido neste contexto: o animal que moldou a economia, a identidade e a religiosidade desta zona aparece aqui vivo, não salgado. E depois há o Santo André, antigo arrastão bacalhoeiro com viagem inaugural em 1949, convertido em navio-museu e atracado mesmo junto ao complexo. Subires a bordo é diferente de leres sobre isso.

O Centro de Religiosidade Marítima é o primeiro espaço museológico desta temática em Portugal, o que diz muito sobre a especificidade do que encontras aqui. Se queres perceber o que o mar fez a uma comunidade do litoral aveirense durante o século XX, este é o sítio.

a pesca do bacalhau como arquivo vivo

O portal "Homens e Navios do Bacalhau" é um arquivo digital que documenta as campanhas bacalhoeiras desde o início do século XX. Não é só para investigadores: podes cruzar nomes, navios e datas de uma forma que nenhuma exposição física consegue oferecer com a mesma granularidade.

O CIEMar-Ílhavo, criado em 2012, funciona como unidade de investigação, arquivo e incubadora de empresas ligadas ao mar. Não é decoração institucional: é onde o museu decide não ficar parado no tempo.

o que vais encontrar

  • um navio bacalhoeiro de 1949 que podes subir
  • o único aquário de bacalhaus de que tens notícia
  • peças que andaram a bordo de navios reais, não réplicas
  • o primeiro centro museológico de religiosidade marítima em Portugal
  • um arquivo digital sobre campanhas de pesca que tens acesso mesmo fora do museu

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